terça-feira, 31 de maio de 2016

As incríveis torres medievais de San Gimignano


Torres Gêmeas








Na Idade Média, San Gimignano possuiu 70 torres. Hoje restam 13, espalhadas pela cidade.





Durante seu período mais próspero, nos séculos 12 e 13, San Gimignano prosperou por ser passagem de peregrinos rumo à Roma. A cidade também foi uma rica produtora de açafrão (zafferano) e o vinho Vernaccia. Produtos que perduram até hoje.












Símbolos da riqueza e prosperidade da época, as torre da foto acima são as Torri Gemelle e foram construídas por uma rica família de comerciantes de especiarias, os Salvucci, uma família guelfa (seguidora do papado romano). A torre à direita foi remodelada é hoje é um apartamento de dez andares que pode receber um grupo de quatro pessoas.



A Torri del Cugnanesi localiza-e em uma antiga porta de entrada de San Gimignano, o Arco dei Becci (fotos abaixo).






A Torri del Podestá é também conhecida como Torre Grossa e é a mais alta de todas as torres, com 54 metros de altura. A visitação pública é permitida. A vista, em dias de sol,  é espetacular. Pode-se ver o Val d'Elsa. A Torre Grossa fica no Palazzo del Popolo, localizado na Piazza Duomo.

Torre Grossa



As outras torres são: Diavolo, Becci, Chiggi, Palazzo Pellari, Petinni, Pesciolini, Cugnanesi, Rognosa, Ardingielli, Campatelli,






segunda-feira, 30 de maio de 2016

Perca-se nos nos becos e ruazinhas de San Gimignano








San Gimignano é um convite para se perder em suas ruas medievais, construídas entre os séculos XII e XIII, de dia e a noite. Tanto faz o horário.




De dia as ruas estão mais cheias com centenas de turistas que visitam a cidade medieval. Pela noite as ruelas ficam vazias, de um beleza incrível. Cenas interessantes em cada canto, como os varais com roupas estendidas fazem de San Gimignano aquele clichê irresistível da Itália.









A iluminação faz as edificações históricas de pedra ganharem um tom de dourado.





Arcos, ladeiras, ruas em pedras, as passagens, os jardins escondidos e os poços são alguns dos tesouros que encontramos nas ruas da cidade.










San Gimignano é simplesmente belíssima, uma daquelas típicas cidadezinhas italianas, onde além das moradoras pendurarem a roupa no varal, em qualquer canto come-se e bebe-se com qualidade. Dedique mais que uma simples visitinha a San Gimignano e não se arrependerá.

   







quinta-feira, 26 de maio de 2016

Piazza de la Cisterna, a praça mais charmosa de San Gimignano



A Piazza de la Cisterna é o centro da cidade antiga de San Gimignano, na Toscana. A praça tem esse nome devido ao poço de pedra, que é uma das atrações do local. Na Idade Médias os moradores iam buscar água nesse poço e ficavam conversando ao redor dele.

















A foto acima, dá para perceber que o poço ainda é motivo de curiosidade.





Local mais movimentado de San Gimignano, a piazza é rodeada de lindas mansões e torres medievais, alguns prédios históricos tem varandas.



Antigamente, a piazza era o cruzamento de duas importantes vias: a Francigena, onde passavam os peregrinos do norte da Europa para Roma, mais ao sul, com a via leste-oeste que ia de Siena a Pisa.



O centro político ficava na vizinha Piazza Duomo, enquanto a Piazza de la Cisterna era destinada à atividade comercial e palco de festivais e torneios, na Idade Média.



A cisterna d'água foi instalada no local em 1287, e logo atrás dela foi erguida a Torri del Diavolo.



Os restaurantes da piazza ficam cheios durante a tarde, com a invasão de excursões de turistas, e vazios a noite. Albergues também estão presentes nesse lugar tão charmoso da cidade.

             







terça-feira, 24 de maio de 2016

San Gimignano, o incrível Patrimônio da Humanidade nas colinas da Toscana

































San Gimignano é o mais lindo burgo medieval da Itália. Conforme as torres vão despontando sobre a cidade, localizada na colina Val d'Elsa, na Toscana, os olhos arregalam, o coração palpita e uma emoção toma conta. San Gimignano é uma verdadeira fortaleza da Idade Média. Faltam adjetivos para descrever esse local, mas vou tentar nos próximos 10 posts contar um pouquinho dessa beleza.




São 13 torre, um legado da Idade Média, de um período onde as nobres famílias da cidade rivalizavam entre si, para ver quem construía mais torres. Datadas dos séculos 12 e 13, a engenharia da cidade viveu seu ápice nesse período, por ser a rota de peregrinação do norte europeu para Roma, a chamada Via Franciena.



San Gimignano era dividida entre os moradores fiéis ao papado, em Roma, ou fiéis ao Sacro Império Romano-Germânico. Os que apoiavam o papa eram os guelfos e seus opositores os guibelinos . As torres foram construídas para defender uma facção da outra. Nicolau Maquiavel, historiador e diplomata florentino, mostra em seu livro O Príncipe, que as disputas entre guelfos e guibelinos eram orientadas pela República de Veneza, que queria expandir seu poder pelo centro-norte da Itália. Anos antes, Dante Alighieri, escritor de A Divina Comédia, teve sua vida influenciada por essa disputa e acabou amargando um longo período no exílio até sua morte.




O declínio econômico da cidade veio no ano de 1348 quando a cidade foi invadida e dizimada pela Peste Negra.




A cidade é considerada Patrimônio Mundial da Humanidade, pela UNESCO.




sábado, 21 de maio de 2016

As atrações do centro histórico de San Gimignano






A Piazza del Duomo de San Gimignano possui muitas construções medievais, entre elas, a mais interessante é o Palazzo Vecchio del Podestá, datado de 1239 possui a torre mais antiga da cidade.



               

A Colegiatta (na foto acima) é uma igreja românica do século 11, que possui alguns afrescos.  A Criação, de Bartolo di Fredi, é uma das 26 passagens do Velho Testamento, localizados na nave lateral norte. 

O afresco na parede à frente trás cenas da vida de Cristo, de Lippo Memmi. No fundo da igreja, existem cenas do Juízo Final pintadas por Taddeo di Bartolo. Ghirlandaio  pintou, em 1475, afrescos que adornam a capela de Santa Fina. A obra Anunciação, do pintor, foi concluída em 1482. 




O Museo Cívico trás uma sala dedicada a Dante, e supostamente foi a sala onde o poeta esteve em1330. Uma inscrição na parede lembra essa visita, Os afrescos intitulados Cenas de um Casamento, que são do século 14, mostram um casal dividindo uma banheira e indo para o leito matrimonial, algo ousado para a época.



O Museu d'Arte Sacra e Museo Archeologico são em um mesmo lugar e abrigam uma pequena coleção de objetos etruscos.

Piazza e Chiesa Sant'Agostinho

A Chiesa Sant'Agostinho é de 1298 e possui uma fachada simples, mas seu interior  é em estilo rococó. O coro está ornamentado com afrescos sobre a vida de Santo Agostinho e o altar-mor possui o afresco A Coroação da Virgem.





O ingresso combinado dá direito a entrada nos Museo Cívico, Archeologico, Torre Grossa, Spezia de Fina, Museo Ornintologico  e Galleria de Arte Moderna. O bilhete pode ser usado por 48 horas e custa 6 euros. Conheça mais dos museus clicando aqui.




Outro museu interessante, se você tiver tempo de sobra em San Gimignano, é o Museu da Tortura. Interessante, embora o tema não seja exatamente agradável. Preço do ingresso 10 euros, aberto todos os dias, das 10 às 19. Quer conhecer mais, clique aqui.





Dica de retaurante: Osteria Il Re Gallo




Um dos melhores restaurantes da Itália foi essa pequena osteria bagunçada, chamada Il Re Gallo. A comida era simplesmente maravilhosa. 




Com muitos galos espalhados pelas paredes, marca do vinho Chianti, entramos sem muita pretensão para almoçar, pois já eram umas 16h.
Decoração simples e poucas mesas, os quadros dos inesquecíveis comediantes italianos Totó e Alberto Sordi que decoravam a parede, se deliciando numa pasta, já nos abriu o apetite. 







Pedimos um vinho Chianti Clássico, bruschettas de funghi porcini de entrada, os  pratos principais foram pasta com tartufo nero e risoto de tartufo bianchi. E Na sobremesa a deliciosa panacota.


bruschetta de funghi
tortellini

Foi simplesmente um manjar dos deuses. O valor dessa refeição foi 55 euros para duas pessoas, incluindo o coperto.

panacota

O endereço da osteria Il Re Gallo é Via Toscana, 1 - Capellina in Chianti



Se você quiser mais informações e fotos, veja no Tripadvisor.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Castellina, para finalizar o giro pelo Chianti



Castellina in Chianti ja teve uma grande importância estratégica. Foi fundada pelos etruscos, e como contei num post anterior (veja aqui), houve uma grande disputa pela fronteira dos territórios de Florença e Siena. Castellina é uma cidade mais movimentada do que as outras do Chianti, pela proximidade a San Gimignano (27 km) e Siena (30 km).





A indústria vinícola é o forte da cidade, que possui também ótimos restaurantes e bares. A Via delle Volte é uma rua em forma de túnel que circunda toda a fortaleza ao redor da cidade. A Via foi remodelada alguns anos atrás e agora abriga galerias de arte.





A igreja principal de Castellina é San Salvatore, de arquitetura neo-românica, localizada na Piazza Roma. A fortaleza Rocca Communale foi uma obra realizada no fim do século XV, à pedido de Lorenzo de Médici, O Magnifico, governante de Florença. A fortaleza abriga o Museo Archeologico del Chianti.

A Via delle Volte



Outras atrações são os palazzos Banciardi e Squarcialupi, esse último possuindo uma enoteca com quase 100 anos, que faz um registro histórico do vinho na região.


Nas proximidades da cidade fica a tumba etrusca de Montecalvário.

  


A Cooperativa Gallo Nero fica em Castellina, sendo responsável pela autenticação com o selo de todos os vinhos produzidos nessa região.

Para saber mais sobre Castellina in Chianti, clique aqui.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Radda, a capital da Chianti Medieval






Radda  in Chianti é um pérola de vilarejo. Na minha opinião, a mais bonita dessa região. O vilarejo é um burgo medieval e foi a capital do Chianti no século XIV. Radda já foi a sede da região, durante o governo de Florença.


Palazzo del Podestá


 



Situada no alto de uma colina, suas muralhas começam a ser vistas a partir da Stradda  Regionale SS 222, que dá acesso à cidade. A região do Chianti tem lindas paisagens, e não são poucas, principalmente entre Radda e Castellina.

   

Suas casas medievais datam de muitos séculos, e sua conservação é perfeita. Algumas dessas casas ainda possuem o escudo heráldico da família proprietária, originário da Idade Média. Do outro lado da Piazza Ferrucci, a igreja San Nicoló ainda exibe seu estilo românico.


Chiesa San Nicoló






























































































Outras atrações da cidade são o Museu de Arte Sacra de Chianti, o Convento Francisco de Santa Maria e o Castello de Volpaia.












                                                                                                                                                                                       



Dispense um tempo maior para passear nas ruelas medievais de Radda e ver as belas paisagens ao redor do vilarejo. Para conhecer um pouco mais de Radda, clique aqui.






A cidade possui ótimas lojas de vinho e muito lugares servem porções de excelente "procciuto" toscano.









































quarta-feira, 18 de maio de 2016

Na rota da Chiantigiana, uma pit stop em Panzano in Chianti








































Panzano em Chianti, na Toscana é mais uma das cidadezinhas das que estão no roteiro pela Chiantigiana, a Stradda Regionale SS222. A rodovia passa na parte baixa da cidade.



 









































Panzano foi um burgo na Idade Média, e ainda possui um castelo do período medieval no seu centro histórico.

 

O alto de Panzano possui um linda vista para o vale chamada Conca d'Oro, onde estão vinhedos e plantações de olivas. 








Em Panzano é muito conhecido um açougue da família Cecchini, um ícone da gastronomia italiana e que existe há 250 anos. O ato de cortar, preparar e cozinhar a carne já rendeu, a seu titular, livros nos Estados Unidos. A bisteca alla Fiorentina da região é uma das melhores da Itália.




A Villa Vignamaggio, na região, foi da família aristocrática Gherardini. Até aí nada demais, não? Mas Lisa Gherardini nasceu e passava suas férias na região. Lisa é a jovem mais conhecida de todos os tempos. Ela é a Mona Lisa de Leonardo da Vinci. A vila ficou mais famosa quando foi o cenário do filme shakespeariano Muito Barulho  por Nada, do inglês Kenneth Branagh.






Uma observação: cuidado onde você estaciona nessas cidadezinhas que são burgos. Siga as placas com "P" de "Parcheggio" ou "Parking", caso contrário é multa na certa. E elas chegam até você, em seu país de origem.