quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A história do maior museu do mundo, o Louvre

























































O maior e um dos mais importantes acervos de arte do mundo é o do Musée do Louvre, em Paris.





















O acervo atual do Louvre abrange vários períodos da história. O prédio foi, a princípio, uma fortaleza construída em 1190 pelo rei Felipe Augusto II, para proteger a cidade de Paris do ataque dos vikings. Localizado as margens do rio Sena, o Louvre sempre foi um ponto o estratégico na cidade de Paris, muito próximo a Ilê de Citê, coração da cidade.




O rei Carlos V foi o primeiro a fixar residência no Louvre. No século 16, o rei Francisco I, muito ligado a arte, mandou demolir o que existia e erguer um palácio nos moldes dos renascentistas italianos. Fundou também a coleção real, com 12 pinturas vindas da Itália.






























Francisco também foi responsável pela vinda de Leonado da Vinci de Roma para Paris, então com a idade de 64 anos, no lombo de uma mula, trazendo a Mona Lisa e outras duas obras expostas no museu.



No Pavilhão Sully está a Sala das Caritíades com quatro estátuas gigantescas, criadas em 1550, para sustentar a galeria superior. Construídas no período de Henrique II, é a sala mais antiga do Louvre. O Palais do Louvre já foi um antigo palácio da família real da França e significa lugar fortificado. O principal arquiteto do  Louvre foi Pierre Lescot, e a obra é dele.



Durante os séculos seguintes, o Louvre e sua coleção só foi crescendo. Reis e imperadores foram acrescentado cada vez mais obras e aumentando o local. A Colonnade de Perrault  é a fachada leste, com colunas construídas por Claude Perraut, no século 17. O Cour Carré foi outra contribuição, do período de Louis XIII e Louis XIV.

A transformação do complexo de edifício em museus foi por ordem de Louis XIV, o Rei-Sol, em 1692, quando ordenou a contrução de uma sala de esculturas antigas na Sala das Caritíades. Com a transferência da corte para o Palácio de Versalhes, recebeu a Academia Francesa, a Academia de Belas Artes e Academia Real de Pintura e Escultura.



A conversão do Louvre no maior museu público do mundo aconteceu somente um século depois, sob o reinado de Louis XV, quando o Marquês de Marigny, diretor das Fábricas Reais, tomou a iniciativa de expor as pinturas pertencentes ao rei consentindo seu acesso ao público.



Em 1750, o superintendente do museu d'Angivier, propôs usar a Grande Galeria do Louvre, construída durante o reinado de Henrique IV (1594-1608), para expor as pinturas feitas pelo holandês Peter Paul Rubens sobre a florentina Maria de Medicis, rainha-consorte, além de 110 pinturas e 20 desenhos.






















As salas eram abertas duas vezes por semana, sábados e domingos, durante três horas e o povo vinha pelo Jardim das Tulerias. Difundia-se na época uma nova idéia de museus públicos, junto com o Museu Pio Clementino no Vaticano. Em outros dias o museu estava reservado para os artistas.



Com a Revolução Francesa, em 1796, e com a cabeça de Louis XVI  indo para a guilhotina, o Louvre foi tranformado  no Musée Central des Arts.


Com Napoleão Bonaparte o Louvre deu outro salto. Leia-se, confisco das obras de arte, praticado pelas armadas napoleônica, em toda Europa. No primeiro andar, esculturas antigas  vindas do mundo velho mundo, como os mármores Borghese de Roma, trocadas com seu cunhado por uma vila, e obras-primas como a Vênus de Milo e a Vitória da Samotrácia.





No período napoleônico foi erquido o Arc de Triomphe du Carroussel, para celebrar as vitórias de Napoleão.






















Um dos períodos mais envolventes do Louvre foi logo quando os nacionalistas ascenderam ao poder em 1932, na Alemanha. Quando o tom belicista de Hitler aumentou, os muséologos do  Louvre começaram a despachar as masterpieces para os castelos no interior da França, pincipalmente no Vale no Loire, para serem escondidos.



Em 1940, quando os nazistas invadiram Paris, as salas do Louvre estavam praticamente vazias, apenas com obras inexpressivas. Jacques (Jan) Jaurjad (1895-1967) era o diretor do museu, funcionário púbico do governo Petáin, mas simpático da resistência.



O governo nazista destacou o conde Fransz Wolff-Metternic (1893-1987) designado para inventariar as obras de arte e monumentos cuturais nos países da Europa, conquistados durante a 2ª Guerra, a quem se atribui, de acordo com o documentário Francofonia, do diretor russo Alexandr Sokurov, o empenho pela manunteção de obras de arte na França em lugar de sua transferência para a Alemanha. Em reconhecimento, Wolff Metternic receberia a medalha da Legião de Honra.


O complexo é realmente grandioso e impressionante. É simplesmente impossível conhecer todo o museu em um dia. 

Louvre é um estrutura retangular  com a Place du Coeur Carée  e duas alas que envolvem o Coeur Napoléon ao norte e ao sul. No coração está a Pirâmide de Vidro do Louvre, em 1989, sendo a entrada principal do museu que dá acesso a todas as alas. O Musée du Louvre possui coleções de arte europeia, egípcias, oriental, grega, islâmica, etrusca, romana e de outras partes do mundo.



São três as alas do museu. A ala Richelieu, ao norte, a ala Sully, em torno do pátio quadrado, e a ala Denon, ao longo do Sena.




Prepare-se para ver obras de mestres como Leonardo da Vinci, Michelangelo Buonaroti, Andrea Mantegna, Giotto, Paollo Ucello, Antonello de Messina, Ghirlandaio, Pietro Perugino, Rafaello Sanzio, Tiziano Vecellio, Paolo Veronese, Tintoretto, Giambaptista Tiepolo, Caravaggio, Jan van Eyck, Rembrandt van Rijn, Jan Veermer, Peter Paul Ruben, Hieronymus Bosch, Franz Hans, Anton van Dick, Eugene Delacroix, Jean Fouquet, Jean Louis David, George de la Tour, El Greco, Zurbaran, Goya y Lucientes, Diego Velasquez, só para nomear alguns mais conhecidos.



O Louvre possui ainda uma série gravuras e desenhos. São mais de 380 mil itens. E ao lado desse esse complexo, ainda tem o magnífico Jardim das Tulerias.
Na lateral do Louvre fica o Templo protestante de l'Oratoire du Louvre.



Mas o que realmente você não pode deixar de conhecer são as três grandes damas do museus: A Vênus de Milo, a Vitória Alada da Samotrácia e a La Gioconda. Então,  serão muitos posts onde vamos escrutinar esse mega museu, o maior do mundo, pedacinho por pedacinho, para ajudar a compor seu roteiro de visitas. Vá acompanhando o blog.






Um comentário:

  1. Vanderléa Tarantelli é a dama da vida parisiense. Em pouco tempo, virei seu fã. Sua página e seu site encantam os apaixonados por Paris, e eu sou um deles!
    A história básica do Louvre que vimos neste post, já dá a ideia do que a Vanderléa pode nos contar do interior do magnifico museu.

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